Home Data de criação : 09/02/24 Última atualização : 11/10/17 15:24 / 4 Artigos publicados

O QUE É O MAIS IMPORTANTE PARA VOCÊ?  (REFLEXÕES) escrito em terça 24 fevereiro 2009 22:58

Blog de metodistalivrepetrolina :METODISTA LIVRE DE PETROLINA, O QUE É O MAIS IMPORTANTE PARA VOCÊ?

O que é importante?

Como se mede o que seja importante?

Uma Super-Nova estelar é mais importante do que uma verruga que cai?

Um Buraco Negro é mais importante do que um furo de espinha na cara?

O surgimento de um novo corpo celeste é mais importante do que o nascimento de um pardal?

Sim! Como se mede importância?

A tendência para um homem da Astronomia é medir a importância de algo pelo seu tamanho e impacto do Cosmo. Por isto, hoje, na Astronomia, a nova vedete é a Massa Negra, responsável pela expansão dos limites do tempo/espaço no Universo.

Para um engenheiro o mais importante é o que sendo antes impossível agora se torne simples e acessível a todos.

Um geneticista, todavia, ao inserir agentes de regeneração em um rato de rabo cortado, caso o rabo se regenere e cresça, considerará isto muito mais importante do que a Massa Negra do Astrônomo.

Já um pregador caricatamente “neo-pentecostal”, caso a “igreja” esteja cheia, não importando se o mundo está acabando e se a desgraça está campeando, para ele estará tudo bem — posto que venha a praticar seu vício de tomar dos outros, assim como um mafioso moribundo dá suas ordens viciadas de poder malévolo até que dê seu último suspiro.

Jesus disse: Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração!

Ou seja: a importância decorre do que eu chamo meu tesouro.

Para mim, nada é mais importante do que a vitória sobre todas as formas de morte!

Por isto, também para mim, a própria criação do Cosmo não é nada quando a comparo com a Ressurreição de Jesus.

A 1ª Criação, do Cosmo, é como o 1º Adão: mortal e finito.

A 2ª Criação, a da Ressurreição, é como o 2º Adão, Jesus: eterno e infinito.

Não importa o tamanho da massa do fenômeno. O que importa é o fenômeno em si.

Assim, nada aconteceu de mais importante no ambiente da Criação em qualquer que tenha sido o tempo ou não tempo, que tenha sido mais importante do que a Ressurreição; posto que seja da Ressurreição, pequena em tamanho, que se atingiu o maior de todos os fenômenos: a reversão da morte; abrindo-se, assim, a Porta para a Vida que é.

Tamanho não é importância nem diante de Deus e nem no Cosmo!

Daí as mais avançadas percepções acerca da natureza do Universo só terem se dado quando o homem mergulhou no intimo do átomo e das partículas subatômicas.

Também o maior poder que o homem conhece advém da partição das partículas mais intimas do mundo mais indevassavelmente subatômico que se possa conceber.

Assim, na Criação, parece que quanto menor sempre será mais essencialmente importante.

Por isto a Ressurreição não explodiu o Cosmos, mas apenas vazou a espessura de um manto de mortalha.

Ora, João viu o fenômeno e, para ele, estava de bom tamanho. Por isto se diz: “E ele viu e creu”.

 

Portanto, mais uma vez pergunto:

O que é importante?

 

Nele, que é,

 

 

permalink

DESCONHECIDOS: UM FILME SOBRE A LOUCURA E A PAIXÃO.  (CINEMA) escrito em terça 24 fevereiro 2009 23:25

Blog de metodistalivrepetrolina :METODISTA LIVRE DE PETROLINA, DESCONHECIDOS: UM FILME SOBRE A LOUCURA E A PAIXÃO.

“Desconhecidos” (Perfect Strangers, Nova Zelândia, 2003) é “ESTRANHO”. Resumindo em poucas palavras: é uma história totalmente bizarra de amor e insanidade. Uma garçonete solitária, Melanie (Rachel Blake, que está perfeita no papel), encontra um homem misterioso num bar noturno (interpretado por Sam Neill e creditado apenas como “O Homem”). Ele a convida para ir até sua casa e ela aceita, sem pensar muito já que estava bêbada. O homem a leva até um cais onde está seu barco e convence Melanie a embarcar rumo a sua casa numa ilha. Alcoolizada e exausta, ela adormece e quando acorda eles estão em alto mar e próximos ao destino, onde a cabana rústica do homem fica no meio do mato numa ilha isolada. A princípio sedutor e charmoso, o misterioso homem demonstra depois sinais de ser alguém perturbado, e confessa estar apaixonado pela mulher que trouxe consigo do bar na cidade. Começa então a surgir um clima crescente de tensão entre o casal, numa história de paixão diferente, com direito a assassinato, alucinação e loucura. “Desconhecidos”, dirigido e escrito pela neozelandesa Gaylene Preston, é um filme “diferente”, com uma história pausada, sem ação frenética, sem sangue como cenário, sem violência como regra. É um thriller psicológico e que tem desfecho surpreendente e rico pela natureza das arquiteturas psicológicas que são desenvolvidas. Portanto, é um filme para gente grande, pois, psicologicamente, define a linha tênue que existe entre a insanidade e a paixão; sendo que no caso, por razões distintas, ambas as coisas se mesclam, criando um cenário psicológico interessantíssimo. Ora, o filme me levou a fazer considerações rápidas acerca de paixão e insanidade; entre dependência e co-dependência; visto que evoca reflexões sobre um tipo de sentimento que os gregos chamavam de Amor Pathé e Manía ( Pate, Mania). Estas palavras gregas para designar tais sentimentos são Pathé e Manía. Ovídio escreveu “A arte de amar”, que, de fato, trata da arte de como evitar tornar-se amoroso. Isto porque para os antigos gregos e romanos, estar apaixonado era uma doença a ser evitada a todo custo. Era uma possessão! “A arte de amar” de Ovídio é a arte de evitar cair neste estado de possessão, o que, a meu ver, não só é um exagero, mas também faz mal a alma, em razão de que a total não-paixão também adoece a psique. Traduzimos a palavra Pathé por paixão e ela está na origem da palavra patologia. É interessante verificar que, na tradição grega, algumas formas de amor são formas de possessão, de Manía, como por exemplo: maníaco-depressivo. A paixão faz-nos passar por estados extraordinários, maravilhosos, mas pode ser também um inferno, pelo ciúme que desencadeia. Este amor não é de consumo, não é um amor devorador, mas é um amor de posse, de dependência e também, uma necessidade. Aqui, o amor não é um dom, é uma necessidade, uma solicitação. Às vezes, o que chamamos de amor, não é senão posse, dependência, necessidade. Esta forma de amor, quando encontra uma alma carente, insegura, e sem self, tem o poder da loucura que faz matar e depois congelar o cadáver para continuar a tê-lo por perto. Para este insano, o amor que existe é apenas “projeção” (embora a pessoa não saiba e nem admita isto); a qual, existe em substituição à pessoa real. Sim, quando a paixão ganha tais contornos, já não é mais amor, mas apenas patologia e insanidade. Tais paixões podem gerar tanto sofrimento que pode levar a pessoa a matar. Como diz a voz do povo: “Matou por amor”. Na cultura ocidental, pelo número de canções e de romances tristes que ouvimos e lemos, temos a impressão de que não existe amor feliz. Todas as histórias de amor são, ao mesmo tempo, histórias apaixonadas, possessivas, ciumentas e, freqüentemente, dolorosas. Isto porque as Tragédias Gregas transformaram o amor que “vale a pena” no amor que mata e faz sofrer. Assim, as raízes de nossas patologias afetivas, além de nossas, são também fruto de um movimento bipolar: os mesmos gregos que declararam a paixão uma doença mental, acabaram por só conseguir produzir histórias de amor do mesmo feitio: insanas, assassinas, dolorosas, e profundamente infelizes, em razão da supressão que tentaram fazer de qualquer forma de paixão. É verdade que o estado de paixão faz sempre certas formas de suspensão da observação objetiva e realista da existência. Daí, não raramente, a gente ouvir alguém dizer: “Eu só podia estar louco quando gostei daquela pessoa”. Todavia, fazer da paixão algo que é intrinsecamente insano, produz a insanidade das almas geladas, objetivas, técnicas em suas decisões, e sem a graça das explosões à revelia que o coração precisa conhecer pelo menos uma vez na vida, a fim de manter a sanidade pela via do equilíbrio entre os pólos da alma. Assim, não admitir nunca “nenhuma paixão”, é algo tão patológico quanto viver no estado de “paixão sempre”. Todo amor sadio começa com alguma forma de paixão, mas só se sustenta como amor se o desejo da “posse” der lugar a liberdade na qual ambos podem ser indivíduos, e, assim, crescerem em amor que também doa e entrega. O filme revela essa linha tênue, e mostra como a loucura da paixão tanto é “assassina”, quanto também pode ser “caridosa”; especialmente quando se trata de congelar o objeto da paixão, mesmo que morto, a fim de que a “posse” física não seja perdida. Isto porque não existe paixão sem sentimento de posse; o que, nem sempre pode ser relacionado a amor. A paixão sempre pretende fazer do objeto do amor algo congelado, que perca a vida, e que exista apenas para atender às necessidades e carências do ser insano pelo desejo da posse, o qual, nada mais é que insegurança, e, além de tudo, incapacidade de amar a si mesmo. Uma paixão será tão mais devastadora (quando é insana), quanto mais vazio de si for o apaixonado. Nesse caso, como o filme mostra, até um defunto serve aos propósitos da paixão que virou, de fato, uma patologia. Para quem gosta das coisas da alma, vale a pena ver!

permalink

40 ANOS COM DEPRESSÃO E SEM PRAZER SEXUAL  (ACONSELHAMENTO (CARTAS)) escrito em terça 24 fevereiro 2009 23:45

Blog de metodistalivrepetrolina :METODISTA LIVRE DE PETROLINA, 40 ANOS COM DEPRESSÃO E SEM PRAZER SEXUAL

40 anos com depressão e sem prazer sexual

Estimado pastor!

Desejos de saúde e paz!
 

Sou pastor há pouco mais de 05 anos e com pouca experiência. Recentemente em meu gabinete uma mulher veio para um aconselhamento e me disse que tem depressão há muitos anos e por isso toma medicamentos fortíssimos (fluxetina-80 mg). Automaticamente isso lhe tira o desejo sexual, e ela está preocupada com o marido, pois o mesmo sente vontade de transar e ela só faz para cumprir um determinado papel. Pergunto-lhe: O que dizer a ela? Se parar com o remédio volta à depressão. Já procurei algo semelhante na sessão cartas, mas não encontrei. Se puder me ajudar; ou melhor: ajudá-la com suas palavras; agradeço de coração.
 
Um forte abraço
 

__________________________________________________________________________

Resposta:


Amado amigo: Graça e Paz!


Na vida atendendo pessoas, frequentemente o sentimento mais esmagador é o de impotência. De modo que senti você, pois me senti em você.

O que ela deve fazer é procurar um psiquiatra com urgência, explicar a situação, e pedir um antidepressivo menos agressivo à libido. Isto porque todo antidepressivo, com algumas exceções, atacam a libido, por vezes apenas diminuindo-a, mas algumas vezes esvaziando-a.

O psiquiatra saberá como encontrar essa droga que dê a ela o amparo químico imediato, enquanto ele retoma a atividade sexual, que, aliás, é essencial na própria restauração do humor existencial, que é o que caracteriza a libertação do estado de tristeza crônica.

Entretanto, após ir ao psiquiatra, que a ela dará apenas um paliativo, ela precisará pesquisar a fonte da depressão — e ver se é de natureza psicológica (nesse caso ela precisará de um terapeuta), químico-orgânica (nesse caso ela precisa de um endocrinologista e ou um bom profissional de medicina orto-molecular), ou neurológica (nesse caso ela buscará um neurologista).

Digo isto porque a depressão tem muitas causas. E elas podem ser isoladas ou combinadas. Daí ser sempre bom fazer-se uma analise multidisciplinar e multi-especializada.

Enquanto isto, diga a ela para não se sentir fingida por não estar “com essa vontade toda de transar”. Pois se ela ama o marido, proporcionar prazer a ele, é prazer de alma para ela, mesmo que ela não alcance orgasmos.

O problema é se ela não o ama. Aí, então, tal estado é possivelmente o maior provocador da própria depressão, ou um de seus maiores agravadores.

Mas se ela ama o marido, todo carinho, todo beijo, todo afeto, todo toque, todo prazer que se proporciona ao outro, e todo amor manifesto, é algo feito da mais profunda sexualidade; e é maior que o próprio estado de libido juvenil; posto que este (o desejo) é maravilhoso, mas um dia diminuirá bastante; e será feliz nesta hora não quem é ‘filho da libido’ apenas, mas do amor que se doa e se entrega.

Assim, se ela o ama — que não fique neurótica com a falta de desejo de sair “subindo na árvore do prazer”; mas que se alegre em ser propiciadora de alegria ao homem que ela ama. E isto sem neurose de mulher objeto, que tem que gerar a excitação de um harém no seu homem, pois, do contrário, o maridão pula a cerca.

A melhor coisa nessa hora é descansar. Ela não tem que fingir. Mas o amor faz participar. O mais, o próprio amor faz. Mas se ele, o amor, não estiver lá; nada suscitará desejo onde não há.


Um grande e forte abraço!

 

Nele, que nos ensina caminhos simples,

 

permalink

altar da igreja metodista livre  (MINHAS FOTOS) escrito em sexta 27 fevereiro 2009 20:19

Blog de metodistalivrepetrolina :METODISTA LIVRE DE PETROLINA, altar da igreja metodista livre
permalink

Abrir a barra
Fechar a barra

Precisa estar conectado para enviar uma mensagem para metodistalivrepetrolina

Precisa estar conectado para adicionar metodistalivrepetrolina para os seus amigos

 
Criar um blog